| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Podicipediformes |
| Família: | Podicipedidae |
| Bonaparte, 1831 | |
| Espécie: | P. major |
Conhecido popularmente como mergulhão-grande, o Podicephorus major é uma ave da família Podicipedidae.
Seu nome científico significa: do (latim) podex, podicis = anus; e pes = pé, pés; e -phorus = que tem, que carrega; e do (latim) major = maior, grande. ⇒ (Ave) grande que tem os pés (perto do) anus.
Mede entre 67 e 77 centímetros de comprimento e pesa cerca de 1600 gramas. É a maior espécie de mergulhão.
A cabeça e face são pretas na fase reprodutiva. O adulto tem as partes superiores de coloração cinzenta escura, incluindo a face, nuca, dorso e asas. A face inferior das rêmiges primárias e secundárias são esbranquiçadas. Em voo revela um grande espelho alar branco. A parte frontal do pescoço, o peito e o ventre são brancos, os flancos do pescoço, do peito e as penas subcaudais são castanhas. A cauda é curta e de coloração cinza-acastanhada. A cabeça é escura e apresenta uma pequena crista cinza-esverdeada na região occipital, que fica mais escura quando mais próxima da coroa. O bico é longo, afilado e acinzentado, com a porção proximal clara. Os olhos são de coloração vermelha escura ou marrom escura. Os pés são característicos da família Podicipedidae, com cada um dos dedos do pé equipados com uma membrana carnuda que permite que o pássaro nade facilmente. As pernas são curtas. Pernas e pés são escuros.
Ambos os adultos são semelhantes, mas a fêmea é ligeiramente maior do que o indivíduo do sexo masculino.
O imaturo é mais claro, com a face, garganta e pescoço de cor cinza pálido, peito e ventre brancos, não apresentando a coloração castanha do pescoço e peito, sendo apenas ligeiramente acastanhados. O bico do indivíduo juvenil é cinza pálido.
O filhote apresenta uma bela plumagem listrada de preto e branco.
A vocalização é forte e sonora, assemelhando-se a um miado descendente “ éo”, “oo-o”, “ook…”
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se principalmente de peixes. Sua dieta é composta de peixes, alevinos e pequenos anfíbios, complementada por algumas plantas aquáticas e insetos. Pesca por meio de longos mergulhos.
Nidifica entre outubro e novembro no Rio Grande do Sul e, entre o outono-inverno, alcança o litoral do Paraná e o sudeste de São Paulo. Seus ninhos podem ser encontrados solitários ou em pequenas colônias com ninhos dispersos. O ninho é uma plataforma flutuante, feito de plantas aquáticas e é construído pelo casal. A fêmea põe de 3 ou 6 ovos brancos ou levemente azulados. A incubação é assegurada pelo casal e dura entre 26 e 30 dias. Quando um adulto deixa o ninho para se alimentar, cobre os ovos com algas, hábito que faz com que os ovos adquiram uma cor de acordo com as cores das algas que os cobrem e, depois de alguns dias, os ovos brancos podem ficar com uma coloração acastanhada, marrom ou mesmo preta. Poucas horas após o nascimento, os filhotes deixam o ninho e, nos primeiros dias, a fêmea carrega-os em suas costas. São alimentados pelos pais, mas aprendem rapidamente a alimentar-se sozinhos. Os filhotes perdem a sua plumagem listrada característica por volta dos cinquenta dias de vida e em seguida já adquirem a capacidade de voar.
Vive em lagos grandes de áreas abertas, estuários de rios e orla marítima. Encontrado aos pares ou em pequenos grupos, compostos de adultos e imaturos. Quando mergulha desenvolve grande velocidade sob a água, mas, em terra, mostra-se desajeitado.
Espécie meridional, indo da Terra do Fogo ao Uruguai, Paraguai e Brasil. Uma população disjunta existe no nordeste do Peru, enquanto a principal distribuição da espécie está localizada do extremo sudeste do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) à Patagônia e Chile central. A população do sul do Chile é considerada uma subespécie separada, P. m. navasi. Status de conservação: LC ( IUCN ).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: